segunda-feira, 18 de julho de 2016

Após depredação em escola no RN, vândalos ateiam fogo em livros

Vândalos atearam fogo em livros e carteiras na Escola Limíro Cardoso (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)
Vândalos atearam fogo em livros didáticos e carteiras na Escola Municipal Limírio Cardoso Dávila, em Parnamirim, na Grande Natal, na noite desta sexta-feira (15). A escola vem sendo depredada e saqueada desde a quinta (14). Mesas, cadeiras, armários, fios de cobre e até o portão já foram roubados pelos vândalos em plena luz do dia.

Segundo o Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Norte, os vândalos atearam fogo na escola por volta das 21h40. Os livros didáticos que estavam jogados no chão e as acrteiras onde os estudantes sentam ficaram destruídos.
A depredação começou na tarde da quinta-feira e continuou durante a sexta-feira. A reportagem da Inter TV Cabugi esteve no local. Na chegada da equipe de reportagem, um homem tentava colocar o portão da escola em cima de um carro. “Isso aqui tava ali jogado. Os meninos quebraram, aí eu... eu peguei. Eu cheguei agora, eu cheguei agora, o pessoal já tá levando tudo, aí eu vim e peguei esse que estava lá jogado. Não é certo não, mas o pessoal levou tudo”, relatou o homem que levou o portão da escola.
Mulher utilizou um carrinho de mão para roubar um armário da escola (Foto: Reprodução/ Inter TV Cabugi)
Mesmo com a presença da equipe de reportagem, os vândalos continuaram o saque e a depredação. Em um trecho da reportagem é possível ver um homem utilizando um pedaço de madeira para quebrar o forro de uma sala de aula. Em outro trecho, uma mulher usa um carrinho de mão para roubar um armário.
Mudança na direção motivou vandalismo
Segundo o secretário de educação de Parnamirim, José Rildo Martins, a depredação pode ter sido motivada pela saída do antigo diretor da coordenação da escola. Segundo o secretário, o diretor saiu após professores reclamarem que ele teria uma postura muito permissiva com os alunos.
“Fui procurado pelos professores informando que não gostariam mais de trabalhar com o diretor anterior dado a sua forma de trabalho, que segundo os professores era uma forma permissiva, na qual os alunos poderiam fazer o que achassem que deviam”, explicou José Rildo Martins.
Outro lado
De acordo com as pessoas que estavam praticando o vandalismo e não quiseram se identificar, os atos teriam sido motivados porque eles souberam que a escola seria fechada. Portas, janelas e o forro do teto de várias salas de aula foram destruídos. Centenas de livros didáticos foram rasgados.

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