domingo, 12 de fevereiro de 2017

Coreia do Norte testa míssil; EUA evitam escalar tensão


A Coreia do Norte lançou um míssil no mar cedo no domingo (hora local), o primeiro teste desse tipo desde a eleição do presidente norte-americano, Donald Trump, cujo governo indicou que não dará uma resposta calibrada para evitar a escalada de tensões.
O teste parece ter sido feito com um míssil de alcance intermediário do tipo Musudan, que caiu no mar do Japão, de acordo com o Exército sul-coreano, e não seria um Míssil Balístico Intercontinental (ICBM, na sigla em inglês), que a Coreia do norte havia anunciado que poderia testar a qualquer momento.
Os Estados Unidos também informaram que se tratou de um teste de médio alcance -ou intermediário- pela Coreia do Norte, segundo o Comando Estratégico do Exército dos Estados Unidos, que acrescentou que não representa uma ameaça para a América do Norte. 
“Os sistemas do Comando Estratégico dos EUA detectaram e rastrearam o que avaliamos como um lançamento de míssil norte-coreano às 16h55 (hora local)”, disse o porta-voz tenente-coronel Martin O'Donnell.
“O lançamento de um míssil balístico de alcance médio ou intermediário ocorreu perto da cidade de Kusong.”
O Comando Estratégico disse ainda que rastreou o míssil da Coreia do Norte até o mar do Japão. O órgão não especificou se o lançamento foi um sucesso ou se falhou.
O Comando acrescentou que as forças militares dos EUA “permanecerão vigilantes diante das provocações da Coreia do Norte e estão totalmente comprometidas a trabalhar de perto com aliados da República da Coreia e Japão para manter a segurança”. 
Uma autoridade dos EUA, falando em condição de anonimato, disse que o governo Trump estava esperando uma “provocação” da Coreia do Norte logo após o início do mandato e considerará uma ampla gama de opções em resposta ao teste de míssil de Pyongyang, mas calibrada para mostrar a determinação dos EUA enquanto evitam a escalada da tensão. Foi a primeira vez que o país isolado testou um dispositivo do tipo desde a eleição do presidente Trump.

Nenhum comentário: