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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Governador visita novas instalações da Sadef RN






Cinco novas salas climatizadas construídas, auditório com capacidade para até 80 pessoas e um novo estacionamento. Essas são as novas instalações da sede da Sociedade Amigos do Deficiente Físico do Rio Grande do Norte (Sadef-RN). O espaço, que funciona no Caic de Lagoa Nova via cessão do estado, recebeu a visita do governador Robinson Faria, na tarde desta segunda-feira (29).
Acompanhado do presidente da Sadef, Tércio Tinoco, e da secretária adjunta da Educação, Mônica Guimarães, o chefe do Executivo estadual percorreu todo o espaço, que foi construído com recursos de doação e da própria entidade. O governador ainda recebeu uma homenagem da entidade pela parceria dos últimos quatro anos.

Robinson aproveitou a oportunidade e destacou a importância da Sociedade. “A Sadef desempenha com muita competência o papel de acolher as pessoas com deficiência e mostrá-las o quanto podem ser vencedoras. Eu, como gestor, admiro esse papel e tenho obrigação de incentivar esse trabalho”, disse.
“A Sadef nunca teve uma estrutura como esta e do governador Robinson a gente só tem a agradecer. Hoje temos, além do espaço físico cedido pelo estado, três profissionais à disposição dos nossos paratletas. Por isso, fizemos questão de trazê-lo aqui após a reforma”, ressaltou o presidente da Sadef, Tércio Tinoco.

Com 23 anos de existência, a entidade civil sem fins econômicos Sadef atende cerca de 200 paratletas do Rio Grande do Norte. Com a reforma, a Sociedade passou a contar com salas específicas para fisioterapia, nutricionista, psicólogo e prática de atividades como tênis de mesa e halterofilismo, além de um auditório.


Votos brancos e nulos batem recorde e equivalem à população de Portugal


Os mais de 11 milhões de brasileiros que votaram em branco e nulo no segundo turno das eleições 2018, realizado neste domingo, 28, equivalem à população de um país como Portugal. Eles representam 9,5% dos 147,3 milhões de eleitores brasileiros Jair Bolsonaro, candidato do PSL, foi o vencedor, escolhido por 57,7 milhões de brasileiros, e Fernando Haddad (PT) foi opção de outros 47 milhões.
Por sua vez, outros 31 milhões de brasileiros deixaram de ir votar – ou 21,30% do eleitorado. Somados aos brancos e nulos, 42,1 milhões não escolheram um dos dois candidatos para ser o 38º presidente eleito democraticamente pelo País.
Esse é o maior índice desde a redemocratização do Brasil. Nas eleições presidenciais de 1989, brancos e nulos somaram 5,8% do eleitorado – equivalente a 4 milhões de pessoas -, enquanto abstenções somaram 14,4% do eleitorado, quase 12 milhões de pessoas.
Na comparação com as eleições presidenciais de 2014, houve pequeno avanço na soma entre brancos e nulos. Naquele ano, 9,64% optaram por não votar em Aécio Neves ou Dilma Rousseff. Também naquele pleito, 19,39% dos eleitores deixaram de ir às urnas, o equivalente a mais de 27 milhões de pessoas.
Para o professor Maurício Fronzaglia, o número expressa desconfiança e descrédito com relação à política e às mudanças que essa eleição poderia trazer. “Em uma eleição muito polarizada, uma boa parte do eleitorado não se sentiu representado por nenhum dos lados. E não conseguiu escolher entre eles, nem mesmo entre o menos pior.”
Segundo ele, isso pode representar até mesmo uma descrença no próprio processo eleitoral. “Até que ponto a democracia representativa ainda se encaixa no nosso tempo? Ela foi pensada e adequada para a maioria dos países nas últimas décadas, quando o mundo era diferente. Está faltando um update (atualização) nas regras de funcionamento da democracia representativa.”

Fátima Bezerra, do PT, é eleita governadora do RN; veja resultado das eleições

Fátima Bezerra
A candidata do Partido dos Trabalhadores (PT), senadora Fátima Bezerra, venceu neste domingo, 28, a disputa pelo governo do Rio Grande do Norte. Com todas as urnas apuradas, ela foi eleita com 57,6% dos votos válidos, recebendo 1 milhão de votos.
Pedagoga pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, ela já foi deputada estadual, federal e estava no Senado desde 2014. Ela é a única mulher eleita governadora nestas eleições.
Em declaração após a vitória, a governadora eleita disse que sua vitória "vai marcar a história política do Rio Grande do Norte na medida em que a nossa vitória interrompe um ciclo de governos, de oligarquias que estão aí há décadas no comando do Estado".
Em Natal, Fátima Bezerra concedeu entrevista coletiva na noite deste domingo acompanhada de lideranças políticas do PT, PSOL, PC do B, PHS, PSDB e PSB.
"O povo do Rio Grande do Norte resolveu fazer uma mudança, comprometido em eleger uma professora de origem humilde e que graças a Deus tem uma trajetória política de mais de 30 anos de vida pública pautada pela seriedade e honradez. O Rio Grande do Norte elegeu a primeira governadora de origem popular. O grande protagonista disso foi o povo do Rio Grande do Norte", declarou.
Ela destacou que estava emocionada com o resultado das eleições e com os apoios que recebeu ao longo da campanha. Ela relembrou o aumento das intenções de voto ao longo do segundo turno, conforme apontaram as pesquisas e que o resultado reflete o sentimento de "esperança e luta" do povo potiguar.
Fátima Bezerra lamentou a derrota do candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, mas destacou que tem que "defender a escolha e os anseios do povo do Rio Grande do Norte" e que irá "fazer isso com coragem". Com a vitória, a vaga de Fátima Bezerra no Senado Federal será assumida pelo especialista em energias renováveis, Jean Paul Prates, primeiro suplente da chapa.

Concorrente apoiou Bolsonaro

O adversário no pleito potiguar era Carlos Eduardo, do Partido Democrático Trabalhista (PDT). O ex-prefeito da capital Natal teve 753 mil votos, 42,4% dos votos válidos. Ele contrariou a posição da executiva do PDT e declarou voto em Jair Bolsonaro, do PSL, na disputa presidencial. Na contagem em Natal, Carlos Eduardo recebeu 60,8% dos votos válidos.
A abstenção neste domingo totalizou 18,1% do eleitorado. Foram 132 mil votos nulos (6,8%) e 34 mil votos em branco (1,8%).
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) informou que 46 urnas foram substituídas no Estado, onde há 2,4 milhões de eleitores. A corregedoria do tribunal registrou 9 prisões neste segundo turno.
Houve ainda votação para governador em outros 12 Estados, além do Distrito Federal: Amazonas, Amapá, Roraima, Rondônia, Pará, Sergipe, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Veja o resultado das eleições neste domingo.

Primeiro turno

No primeiro turno, Fátima Bezerra teve 748 mil votos (46,2% dos votos válidos), ficando definido o segundo turno contra o pedetista, que recebeu 526 mil votos (32,5% dos válidos). Do total do eleitorado, a abstenção ficou em 17,1%, enquanto os votos brancos ficaram em 4,4%, e os nulos, em 13,2%. O capitão Styvenson Valentim (Rede) e a Dra. Zenaide Maia (PHS) foram os eleitos para o Senado Federal.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população estimada neste ano no Rio Grande do Norte é de 3,5 milhões de pessoas, o 16º Estado mais populoso do País. Em termos de renda familiar, está em 20º lugar, com média de R$ 845 mensais por domicílio, de acordo com dados de 2017 do instituto.
Em 2017, as receitas orçamentárias do RN, recursos financeiros que entraram nos cofres públicos, totalizaram R$ 13,5 bilhões, também segundo o IBGE.

Dia nacional do livro é comemorado com atividades de incentivo à leitura em Cuiabá

Livros, dia nacional do livro

 partir desta segunda-feira (29) até a próxima quarta-feira (31), na Casa Cuiabana, localizada na Orla do Porto, a Prefeitura de Cuiabá e Bibliotecas Saber com Sabor estarão disponibilizando aproximadamente 3 mil exemplares, de diversos gêneros literários e autores, aos leitores cuiabanos de todas as idades. 
A iniciativa comemora o Dia Nacional do Livro (29 de outubro) e visa a formação de público leitor além do incentivo à busca pelo conhecimento, cultura e entretenimento.
Nos 3 dias do evento a programação terá início sempre às 13 horas prosseguindo até as 21 horas com atividades culturais, espaço para leitura, contação de histórias, desenho e pintura, entrega de kits de livros e outras.
Em 3 anos de realização do projeto Livro de Rua, cerca de 9 mil exemplares já foram distribuídos a população. Inspirado no conceito bookcrossing, criado nos Estados Unidos no começo dos anos 2000, a ideia é de que os livros, depois de lidos, sejam repassados a outros leitores, e não fiquem parados nas prateleiras das bibliotecas.
Saiba mais
O Dia Nacional do Livro é comemorado em 29 de outubro, data de aniversário de fundação da Biblioteca Nacional que nasceu com a transferência da Real Biblioteca Portuguesa para o Brasil, em 1810.
Em Cuiabá, existem seis bibliotecas Saber com Sabor e dois pontos de leitura, um na Secretaria Municipal de Educação (SME) e outro na comunidade de Aguaçu.  
Em 2018, as bibliotecas Saber com Sabor realizaram 8 mil empréstimos de livros e foram frequentadas até este mês por um público de 25 mil pessoas. As bibliotecas possuem 2.463 cadastros ativos.

Bolsonaro presidente: quem são os 4 nomes apontados como prováveis ministros

Bolsonaro esperou o resultado ao lado de prováveis ministros; na foto Lorenzoni, da Casa Civil, e Pontes, da Ciência e Tecnologia
presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) confirmou quatro prováveis nomes para comandar ministérios do seu governo ao ser eleito, neste domingo, o novo presidente do Brasil. Capitão reformado do Exército e deputado federal pelo Rio de Janeiro, ele teve 57.797.423 votos, ou 55,13% dos votos válidos, contra 44,87% de Fernando Haddad (PT), que concorria pelo Partido dos Trabalhadores (PT). .
A promessa de Bolsonaro é reduzir o número de ministérios de 29 para 15, em uma reforma que pode levar, por exemplo, o Ministério da Fazenda a incorporar as pastas do Planejamento, da Indústria e Comércio, além da secretaria que hoje cuida de concessões e privatizações.
A seguir, a BBC News Brasil mostra o perfil dos possíveis ministros até agora.
 Da esquerda para a direita, a partir de cima: Marcos Pontes, Onyx Lorenzoni, Paulo Guedes e o general da reserva Augusto Heleno, apontados como ministros do governo de Jair Bolsonaro, eleito neste domingo Onyx Lorenzoni, o articulador

Da esquerda para a direita, a partir de cima: Marcos Pontes, Onyx Lorenzoni, Paulo Guedes e o general da reserva Augusto Heleno, apontados como ministros do governo de Jair Bolsonaro, eleito neste domingo Onyx Lorenzoni, o articulador

AFP/Getty Images/ BBC NEWS BRASIL
Um dos mais ferrenhos opositores ao PT na Câmara dos Deputados e apoiador de primeira hora da candidatura de Bolsonaro, o deputado federal reeleito Lorenzoni deve ocupar o cargo de ministro-chefe da Casa Civil no novo governo.
Contrariando a orientação do seu partido, que no primeiro turno apoiou a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB), o parlamentar gaúcho é articulador da campanha do presidente eleito desde 2017. Há cerca de um ano, começou a realizar jantares em sua casa em Brasília a fim de atrair outros parlamentares e construir uma frente suprapartidária de apoio ao capitão reformado.
Lorenzoni, de 64 anos, é médico veterinário e iniciou sua atuação política como dirigente de entidades da categoria no Rio Grande do Sul. Ele é sócio do Hospital Veterinário Lorenzoni onde, por mais de 20 anos, atuou como clínico e cirurgião de pequenos animais.
Após dois mandatos como deputado estadual, chegou em 2003 à Câmara Federal, quando se tornou amigo de Bolsonaro. Chegaram a ser colegas de partido por um período. "É um pouco radical, tem umas ideias de que eu discordo, mas é uma pessoa que respeito. Liderei o Bolsonaro quando fui líder do Democratas em 2008. Comigo, ele foi nota dez", disse em entrevista de abril de 2017 ao portal Congresso em Foco.
Assim como o novo presidente, o parlamentar batalhou na Câmara pela flexibilização do Estatuto do Desarmamento e pela aprovação do impeachment de Dilma Rousseff (PT). Defendeu que seu partido não assumisse cargos no governo Michel Temer (MDB), mas a posição acabou vencida.
Onyx Lorenzoni é apontado como futuro ministro da Casa Civil

Onyx Lorenzoni é apontado como futuro ministro da Casa Civil

Reuters/ BBC NEWS BRASIL
No final de 2016, ganhou destaque como relator do projeto de lei elaborado pelo Ministério Público que ficou conhecido como Dez Medidas Contra a Corrupção. À sua revelia, a proposta acabou desfigurada no texto final aprovado na Câmara e, depois, empacou no Senado.
Apesar de sua postura incisiva pela moralidade na administração pública e na política, foi citado na delação premiada da JBS como receptor de R$ 200 mil para caixa dois eleitoral. Lorenzoni preferiu admitir que havia recebido recursos não declarados para cobrir gastos de campanha, segundo ele em valor menor, de cerca de R$ 100 mil, mas afirmou que não houve contrapartida a essa doação, nem dinheiro público envolvido.
Após essa revelação, ele tatuou no braço o versículo bíblico: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".
"Por que eu tatuei isso? Para nunca mais errar", disse em entrevista a uma rede de TV de Cachoeira do Sul (RS).
"Entre carregar uma mancha que me macularia pela vida toda, eu resolvi ter uma cicatriz", acrescentou.
Paulo Guedes, o superministro
O economista liberal Guedes - que ficou conhecido na campanha como "Posto Ipiranga" por ser a referência para qualquer questão econômica levada a Bolsonaro - deve assumir um super-Ministério da Fazenda, previsto para incorporar também as pastas do Planejamento, da Indústria e Comércio, além da secretaria que hoje cuida de concessões e privatizações.
A fusão faz parte da promessa de reduzir o número de ministérios de 29 para 15. Guedes é um fervoroso defensor da redução do tamanho do Estado e promete zerar o rombo das contas da União de mais de R$ 100 bilhões em apenas um ano, com ajuda de um amplo programa de privatizações.
O economista já declarou que gostaria de vender todas as estatais, sem restrições, mas Bolsonaro quer preservar as que considera "estratégicas", como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica.
"Mais Brasil e menos Brasília", resumiu em artigo do ano passado, com críticas à "concentração de poder político e recursos financeiros no governo federal".
Carioca, nascido em 1949, Guedes deixou o Brasil nos anos 1970 para fazer doutorado sobre política fiscal na Universidade de Chicago (EUA), referência no ensino de economia liberal. De lá saíram os chamados Chicago Boys, grupo de economistas que atuou no governo do ditador chileno Augusto Pinochet (1973-1990).
Paulo Guedes

Paulo Guedes

BBC NEWS BRASIL
AFP Guedes foi interlocutor de Bolsonaro junto ao mercado financeiro
A convite de um deles, Jorge Selume, Guedes de tornou professor da Universidade do Chile no início dos anos 1980, segundo perfil da revista Piauí.
Logo, porém, retornou ao Brasil, onde desenvolveu carreira no mercado financeiro e na área de educação. Chegou a dar aulas na PUC e na FGV e presidiu o Ibmec, uma escola de negócios. Fundou, em 1983, o banco Pactual, hoje BTG Pactual, do qual já se desligou. Foi sócio de outras gestoras de recursos e hoje é presidente da Bozano Investimentos, posto que deixará para integrar o novo governo.
Segundo jornais brasileiros, o Ministério Público Federal instaurou no início do mês uma investigação para apurar se Guedes teria cometido gestão fraudulenta ao administrar R$ 1 bilhão captado em 2009 junto a fundos de pensão estatais e investido em dois fundos da gestora BR Educacional. A defesa do economista negou qualquer ilegalidade e disse que a investigação "é uma afronta à democracia cujo principal objetivo é o de confundir o eleitor".
A aproximação com Bolsonaro ocorreu no final de 2017, quando o então pré-candidato subia nas pesquisas, mas ainda estava longe de despontar como favorito. O economista, porém, já enxergava o potencial vitorioso do agora presidente eleito e passou a externar isso em artigos. Os textos atraíram a atenção de Bolsonaro, que precisava de um interlocutor para conquistar a confiança do mercado financeiro - a estratégia funcionou.
General Heleno, o linha dura
O general da reserva Augusto Heleno Ribeiro quase foi candidato a vice-presidente de Bolsonaro no lugar do general Hamilton Mourão, mas a intenção acabou frustrada por contrariar a estratégia eleitoral do seu partido, o PRP. Em entrevista ao Jornal Nacional logo após o primeiro turno, Bolsonaro chegou a se referir duas vezes ao seu vice erroneamente como "Augusto".
Heleno, que é general de quatro estrelas (general de Exército, no topo da hierarquia), deve assumir o comando do Ministério da Defesa, substituindo o general Joaquim Silva e Luna. Antes deste, a pasta criada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso sempre havia sido comandada por civis.
O futuro ministro se formou na Academia Militar das Agulhas Negras com o primeiro lugar na turma de cavalaria em 1969, oito anos antes, portanto, que Bolsonaro. Tornou-se conhecido do grande público ao ser nomeado o primeiro comandante militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), liderada pelo Brasil, cargo que ocupou de 2004 a 2005.
Depois, assumiu, em setembro de 2007, o Comando Militar da Amazônia (CMA), um dos postos mais prestigiosos do Exército. Menos de dois anos depois, porém, foi removido após chamar a política indigenista do governo Lula (2003-2010) de "caótica" e dizer que a demarcação contínua da reserva Raposa-Serra do Sol era uma "ameaça à soberania nacional".
General Heleno

General Heleno

BBC NEWS BRASIL
Reuters General Heleno chegou a ser cotado a vice; deve assumir o Ministério da Defesa
"Demarcações de terras indígenas baseiam-se em laudos antropológicos forjados. Os índios seguem abandonados e servem como massa de manobra de interesses escusos de ONG estrangeiras", afirmou, quando já estava aposentado, em entrevista a uma pesquisa da USP.
Encerrou sua carreira no Exército no burocrático Departamento de Ciência e Tecnologia, de onde saiu em 2011. No discurso de despedida, elogiou o golpe militar de 1964 ao se referir à memória do pai, que também serviu às Forças Armadas: "Lutastes, em 1964, contra a comunização do país e me ensinastes a identificar e repudiar os que se valem das liberdades democráticas para tentar impor um regime totalitário, de qualquer matiz".
Após deixar o Exército, onde chegou a chefiar o Centro de Comunicação Social, enveredou para a área de mídia. Foi consultor de segurança e assuntos militares da TV Bandeirantes e também dirigiu a Comunicação e a Educação Corporativa do Comitê Olímpico Brasileiro.
É apontado como conselheiro de Bolsonaro na área de segurança e, assim como ele, defende que os policiais tenham poder para executar criminosos armados. "Eu vou ter morto sim, mas vou ter morto do lado certo", afirmou em entrevista a rádio BandNews no início do ano.
Marcos Pontes, o astronauta
O engenheiro e astronauta Marcos Pontes chegou a ser cotado para vice-presidente de Bolsonaro - cargo que acabou ficando com o general Hamilton Mourão.
Sua indicação para o Ministério de Ciência e Tecnologia, porém, há meses ganha força.
Em um vídeo publicado em seu canal no YouTube em abril de 2017, Bolsonaro o apresenta como "colega da Aeronáutica, colega astronauta e motivo de orgulho para o Brasil, que também esteve na Nasa" - e "chegou lá por mérito".
"E nós carecemos muito de gente com essa visão, né? De ser cientista, de ser pesquisador, no caso dele um astronauta".
Bolsonaro pergunta então a ele se "país sem tecnologia está condenado a ser escravo de quem a tem". Como resposta, ouviu um "sem dúvida, aliás, educação, ciência e tecnologia têm importância primordial no desenvolvimento do país".
Em 19 de outubro, em entrevista ao Jornal da Band, Bolsonaro afirmou que estava na iminência de se acertar com o astronauta para o ministério, destacando que ele "é um conhecedor com profundidade do que acontece na ciência e tecnologia do Brasil, ou melhor, do que não acontece", além de ser "patriota, ter conhecimento, vontade de mudar as coisas e uma iniciativa muito grande".
Em 2006, a missão espacial da qual Marcos Pontes participou, ligada à Estação Espacial Internacional, custou ao Brasil US$ 10 milhões, gerando questionamentos de parte dos pesquisadores sobre o valor científico para o país. A saída de Pontes à reserva militar, meses depois, para se dedicar a dar consultorias e palestras e se envolver na política, também despertou críticas.
Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil, e Marcos Pontes, apontado como ministro da Ciência e Tecnologia

Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil, e Marcos Pontes, apontado como ministro da Ciência e Tecnologia

BBC NEWS BRASIL
Reprodução Facebook Marcos Pontes Marcos Pontes é cotado para o Ministério da Ciência
Neste mês, Bolsonaro teceu elogios ao astronauta em carta à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e à Academia Brasileira de Ciências (ABC). O texto apresenta propostas à comunidade científica e acadêmica e reforça que o "engenheiro, que também é astronauta, foi escolhido" (para as funções que já ocupou) por meritocracia e não por "toma lá da cá".
Bolsonaro afirmou ainda, no texto, que os investimentos do Brasil na área são tímidos, que devem ser estimulados e que o provável novo ministro "tem esse conceito sistemático bem presente nas suas propostas, além de ter ótimas relações internacionais, o que nos traz boas perspectivas de cooperações lucrativas para o país".
Nascido em São Paulo, em 1963, Marcos Pontes é mestre em Engenharia de Sistemas, engenheiro aeronáutico, piloto de testes de aeronaves e astronauta. Ele entrou na Força Aérea Brasileira em 1981. Em 1998, passou em um concurso público da Agência Espacial Brasileira (AEB) para representar o Brasil na Nasa na função de astronauta. Se tornou o primeiro astronauta brasileiro.
Essa não é sua primeira investida no campo político.
Em 2014, ele foi candidato a deputado federal de São Paulo pelo PSB, mas não foi eleito. Em 2018, era candidato ao cargo de 2º Suplente de São Paulo pelo PSL na coligação São Paulo acima de tudo, Deus acima de todos.

Mulher se explode e deixa 9 feridos na capital da Tunísia

Uma mulher de 30 anos se explodiu nesta segunda-feira (29) no centro de Túnis, capital da Tunísia, deixando nove feridos, incluindo oito policiais, no que o Ministério do Interior descreveu como uma "explosão terrorista"

Black Friday vira mês de descontos; saiba como se planejar

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As promoções da Black Friday, que neste ano cai no dia 23 de novembro, agora duram um mês.
Os comerciantes aumentaram o tempo das ofertas para atrair mais clientes e amenizar o gargalo logístico criado pela concentração de vendas.
"No começo de novembro as promoções já são iniciadas, e a gente precisa acompanhar", diz Ana Clara Roriz, dona da loja de decoração Collector, que também é ecommerce.
Mas fazer um mês inteiro de liquidação pode não ser viável para todos. Nesse caso, entra em cena a criatividade dos empresários.
Na Collector, as ofertas são divididas em semanas. Em uma, há desconto em peças selecionadas, na outra, frete grátis. Depois vêm os descontos progressivos. "Queremos que sempre tenha algo diferente no site, para incentivar o cliente a voltar", afirma.
Para fazer ações durante todo o mês de novembro, as empresas têm que se planejar com antecedência.
Na loja de roupas fitness e de praia Best Fit, a Black Friday é pensada 60 dias antes, com ações de marketing e acordos com fornecedores para conseguir preços mais baixos.
A divulgação é feita por mensagens no WhatsApp e emails enviados aos clientes.
Segundo a dona da loja, Gisele Correia, a data resulta em alta de 40% nas vendas. Neste ano, a loja fará promoções antes da Black Friday e também na segunda-feira (26), conhecida como Cyber Monday.
O tipo de promoção varia com a estratégia do empreendedor. Se o objetivo é atrair novos clientes, vale investir em descontos agressivos, para a chamar a atenção, aliados a bom atendimento.
"Não adianta fazer uma ação que conquista 10 mil clientes e atendê-los de forma ruim, porque essas pessoas não vão mais comprar na loja", diz Felipe Rodrigues, diretor da Enviou, que desenvolve ferramentas para ecommerces.
O bom atendimento também passa por garantir o estoque para as promoções anunciadas –senão o consumidor pode se sentir enganado.
Em lojas virtuais, é importante ter uma plataforma que suporte o aumento de visitantes. Outro problema é o prazo de entrega, difícil de prever quando há pico na demanda. Nesse caso, é melhor aumentar a data prevista em alguns dias do que atrasar o prazo.
Também é importante ter uma política clara de trocas, para evitar queixas no pós-venda, e pessoas de plantão para atender reclamações.
Divulgar que a loja vai participar da Black Friday é essencial e deve ser feito com algumas semanas de antecedência, mas sem criar uma expectativa de desconto que não vai se realizar. Se vender a ideia de megaliquidação e depois reduzir os preços em 5%, os clientes ficarão insatisfeitos.
Para não cair nesse problema é preciso planejar os descontos e saber a margem de lucro de cada produto. Mesmo na Black Friday, vender bem não é igual a vender muito.
Na conta do lucro entram também as taxas dos cartões, embalagens, impostos e todas as despesas da loja, como explica Cassia Godinho, consultora do Sebrae.
"Às vezes, se der 30% de desconto, você precisa vender quatro vezes mais para ter o mesmo lucro", diz Ricardo Ramos, diretor da Precifica, que desenvolve sistemas de preços para lojas. "O fator psicológico é forte. Se não está vendendo o esperado, a pessoa vê o mercado diminuindo o preço e abaixa também, sem saber o impacto que isso terá no caixa depois."
Vender abaixo da margem de lucro pode ser uma forma de atrair clientes, mas funciona melhor se for uma decisão consciente e não um descuido por falta de cálculo.
"Se o grande empreendedor errar, ele consegue se equilibrar, porque tem crédito e fundo de investimento por trás. O pequeno, porém, não tem margem de erro nem capital de giro, então ações como essa requerem mais planejamento", afirma Ramos.
A concorrência com os grandes varejistas é sempre um desafio para os pequenos empreendedores. A disputa fica ainda mais difícil na Black Friday, quando empresas que comercializam produtos próprios e de lojistas parceiros fazem promoções agressivas e muito marketing. Nesse caso, uma estratégia é juntar-se a elas.
A Best Fit comercializa suas peças em canal próprio e também em varejistas como Dafiti e NetShoes. "Ser parceiro dos grandes tem nos ajudado muito, porque entramos na mídia deles e somos acionados para vender quando estão com algum produto em falta", explica Gisele.
Mas, assim como ela, o empreendedor deve estar em mais de uma plataforma. Ter seu próprio ecommerce ajuda a não ficar suscetível a mudanças nas regras de vendas dos parceiros, que podem causar estragos no planejamento dos pequenos empreendedores.
Além disso, tem mais chances de se sair bem quem não tenta enganar os clientes, que estão mais atentos a fraudes a cada ano de promoções.
Táticas como aumentar o preço antes de novembro e depois oferecer desconto ou embutir no valor do frete o desconto concedido em um produto são percebidas pelos clientes. "Se não tiver condições de fazer a Black Friday de verdade, é melhor não fazer", afirma Godinho.

CAMINHÃO DO PROJETO “ENERGIA COM CIDADANIA” DA COSERN ESTÁ NO BAIRRO DE NAZARÉ, ZONA OESTE DE NATAL, ATÉ 5ª FEIRA (01)

O caminhão do Projeto Energia com Cidadania, da Cosern, chegou ao bairro de Nazaré, Zona Oeste de Natal, nesta 2ª feira (29) e ficará até a próxima 5ª feira (01). A iniciativa, que faz parte do Programa de Eficiência Energética da concessionária, regulado pela ANEEL, vai promover palestras educativas e a substituição de lâmpadas ineficientes por LED, além de distribuir kits com jogos educativos e cartilhas informativas com orientações sobre o uso seguro e eficiente de energia elétrica (confira abaixo os critérios para participar da ação).

No bairro de Nazaré, o caminhão da Cosern está estacionado ao lado do Santuário dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, e atenderá a população de 2ª a 5ª feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Critérios para participar:
ü   Ser cliente residencial ou rural-residencial;
ü   Ser morador de comunidade popular ou estar cadastrado na TSEE (Tarifa Social de Energia Elétrica);
ü   Apresentar a conta de energia do mês anterior paga;
ü   Não ter débitos com a Concessionária;
ü   Não ter trocado lâmpadas em projetos da Concessionária nos último 6 anos (limite máximo de 5 lâmpadas);
ü   Entregar as lâmpadas incandescentes, fluorescentes ou halógenas usadas (potência igual ou superior a 15W).

Documentos Necessários:
ü   Conta de energia do último mês;
ü   Documentos pessoais (RG e CPF).

Serviço:
Projeto “Energia com Cidadania” no Bairro de Nazaré, Zona Oeste de Natal
Até o dia 01 de novembro (5ª feira)
Local: ao lado do Santuário dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu
Foto: Cosern/Divulgação

Sobre a Cosern
A Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), empresa do Grupo Neoenergia, é sexta maior distribuidora de energia elétrica do Nordeste em número de clientes e a quinta em volume de energia fornecida. Presente nos 167 municípios potiguares, a Cosern tem uma área de concessão de 53 mil quilômetros quadrados. A empresa atende 1,4 milhão de clientes (3,5 milhões de habitantes).

Em caso de falta de energia, a Cosern orienta:
• Enviar um SMS para 26560, informando apenas o número da sua conta contrato. Para facilitar, salve-a no bloco de notas do seu smartphone;
 Usar o aplicativo da Cosern para agilizar o atendimento; ou
• Telefonar para o 116.

DICAS DE SEGURANÇA COSERN
Não faça ligações clandestinas de energia elétrica. Além de crime, o “gato” coloca em riso a vida de quem faz e de quem está próximo. Denuncie a irregularidade de forma anônima no 116 da Cosern.

TRT-RN: Mantida justa causa de empregada que ignorou advertência por WhatsApp

Decisão da 9ª Vara do Trabalho de Natal considerou abandono de emprego a falta praticada por uma ex-empregada da Nemo Petrópolis Sushi, que foi advertida para retornar ao serviço por mensagem no aplicativo WhatsApp.

No processo, a assistente de caixa, que trabalhou no restaurante entre dezembro de 2017 e maio de 2018, alegou ter sido despedido sem justa causa, sem a devida comunicação de desligamento e sem receber as verbas rescisórias.

Em sua defesa, o restaurante alegou que a empregada abandonou o emprego após gozar folgas decorrentes de banco de horas, mesmo sendo advertida de eventual abandono de emprego.

Na decisão, a juíza Lygia Maria de Godoy Batista Cavalcanti destacou que a própria trabalhadora confirmou, em depoimento, que recebeu mensagem de WhatsApp em que a "representante da empresa a chamou para retornar ao trabalho”.

A ex-empregada também afirmou que, após receber o aviso, não conseguiu falar com a representante da empresa e mandou mensagem pelo WhatsApp. 

Ao retornar ao trabalho, ela disse que a representante da empresa explicou que as folgas foram apenas para compensar os feriados e, ainda assim, “ficou em dúvida e voltou para trabalhar”.

Segundo a reclamante, uma supervisora do restaurante lhe “disse que voltasse na sexta-feira”, não recebendo carta de convocação de retorno ao trabalho.

"Diante da confissão da autora do processo, quanto ao não retorno ao trabalho por iniciativa própria e quanto à resistência ao chamado de retorno, através do aplicativo WhatsApp", a juíza Lygia Godoy reconheceu o abandono de emprego.

Na mesma decisão, ela também condenou a empresa ao pagamento das verbas rescisórias, excluídas as que a ex-empregada teria direito no caso de dispensa sem justa causa.

Processo nº 0000589-28.2018.5.21.0009

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O Prefeito Claudio Henrique de São Bento do Norte/RN agradece a todos que votaram em seus candidatos

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Reafirmo que no momento que uma liderança política em município pequeno, pede a seu povo que vote em um candidato, esse povo deposita um voto de confiança no prefeito e em seus vereadores.
Portanto, agradeço e reafirmo que somente em um grupo unido e fortalecido é que todos ganhamos.

Meu muito Obrigado!

Cláudio Henrique